Limites
- Bruno Pereira
- 19 de mai.
- 1 min de leitura

Limites. Odeio limites.
Mas como viver sem eles num sistema que, coletivamente, já estourou? Continuar ignorando e deixar a conta pra daqui a 20 anos?
O capitalismo precisa evoluir para respeitar os limites ambientais.
Limites são libertação, não privação.
E a chave do limite não é "sim ou não", mas QUANTO.
Não é sobre "comer carne vermelha ou não", mas quanta carne vermelha cada um pode comer enquanto respeita um "espaço operacional seguro" para a humanidade.
Implementar limites ecológicos desenha as linhas que faltavam no campo de jogo do capitalismo.
A vida com limites não precisa ser sem graça. Uma vez redefinido o que é possível, a quantidade pode dar lugar à qualidade.
Gostando ou não, precisamos limitar como gastamos nosso dinheiro de forma que não equivalha a um suicídio ecológico.
Limites. Limites saudáveis.
Como chegar lá? Não sei. Mas será tema nas conversas no Insustentáveis.org.
